Estagiário? Aprendiz? Tenha em vista aprender!

Na busca pelo primeiro emprego, aparecem muitas oportunidades de estágio ou de ser aprendiz, onde o contrato é diferente do CLT. Muitas vezes o estagiário ou aprendiz é visto como o “faz tudo” dentro da empresa, e isso não é bem visto por quem está neste cargo, claro!

Bom, eu trabalhei como aprendiz por 10 meses em meu primeiro emprego “registrado”, durante este período aprendi muita coisa, como me comportar em um ambiente empresarial, como falar com as pessoas, como participar de uma reunião, entre outras coisas. Confesso que muitas coisas não foram tão fáceis de aprender, e algumas dessas coisas aprendi errando e observando os erros posteriormente.

As dificuldades

“Faça isso, aquilo e aquilo!”

Durante este período de 9 meses, me deparei com duas dificuldades, a primeira é que eu era destinado a fazer diversas tarefas completamente diferentes, inclusive as mais chatas, obviamente, afinal ninguém queria fazer!

Com esta primeira dificuldade, acabei aprendendo a ter muita flexibilidade dentro da empresa, o que é bom para a empresa, mas nem sempre para o funcionário (ou colaborador, termo mais “respeitoso”).

Digo que a flexibilidade nem sempre é boa para o colaborador, pois não adianta aceitar fazer de tudo um pouco, temos que colocar limites na flexibilidade. Assim como aquele lápis verde da Faber-Castell, que é flexível, mas se abusar da flexibilidade dele, ele quebra. (Se você nunca quebrou algum, não devia ser tão curioso quanto eu era quando pequeno)

“Saldo: R$ xxx,xx”

A outra “dificuldade” que encontrei, foi a financeira. Quando comecei como aprendiz, meu salário era em torno de R$ 380,00 e não recebia VR, apenas VT. Tendo em vista que um almoço em um lugar ralézinho por ai custa pelo menos uns R$ 8,00, o gasto no final do mês para 20 dias daria R$ 160,00, ou seja, em torno de 40% do salário.

O primeiro aumento de salário veio alguns meses após ter começado, com o dicídio, fazendo com que o salário fosse pra algo em torno de R$ 420,00.

Aprendiz? Aprenda!

Bom, as dificuldades acima sempre são levadas em consideração antes de pensarmos que estamos ali para aprender. Se estamos trabalhando para aprender alguma função e como se portar em uma empresa, o ideal é que se faça de quase tudo um pouco, para descobrir em que realizamos um melhor desempenho, e se estamos ali para descobrir isso, temos que ter em mente que nunca iremos receber um salário de um funcionário efetivo, que sabe exatamente as tarefas que tem que realizar, sem ajuda, orientações ou supervisão de alguém.

Sem abuso!

Ok, estou aqui para aprender! ok, não ganho muito, afinal estou aprendendo! Não, não abuse de mim!

Você como aprendiz deve ter em mente os 3 itens acima, você está aprendendo, não ganha muito, mas não pode deixar que os outros abusem de você! Se você perceber um abuso de você pro ser aprendiz, sente e converse com seu supervisor ou gerente, coloque na mesa as situações, e aproveite para falar sobre suas dificuldades e suas habilidades.

Peça um feedback do seu trabalho regularmente, para saber seus pontos fortes e fracos, dependendo do seu desempenho na função de aprendiz, você pode conseguir um emprego efetivo, com cargo e salário mais justos.

Hora de subir

Após trabalhar 10 meses como aprendiz, fui efetivado na área de TI (onde trabalhava enquanto aprendiz) e durante este período tive uma promoção. Trabalhei 2 anos e 8 meses em meu primeiro emprego (10 meses como aprendiz e 1 ano e 10 meses como). Durante este período aprendi muita coisa, conheci muita gente (networking) e melhorei muito meu currículo, o que tornou capaz uma recolocação no mercado 1 mês após sair do emprego (houve um corte em todos os setores da empresa).

Na realidade tive uma oportunidade de trabalho 10 ou 15 dias após ter saído da empresa, porém eu optei por ter um período de férias. Após um mês de “férias” tive uma oportunidade devido a uma indicação, oportunidade a qual eu agarrei e onde estou empregado no momento.

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