Virtualização: O básico sobre máquinas virtuais (VM’s)

O que é a virtualização

A cada dia que passa, ouvimos falar mais sobre virtualização, mas o que seria isso? Quais as vantagens de fazer a virtualização de um desktop ou um servidor?

Como o próprio nome sugere, a virtualização é o processo de tornar algo virtual, como no caso da digitalização de um texto, onde um texto encontrado em um papel é passado para um arquivo digital.

A diferença entre os dois termos é simples, na digitalização uma informação é passada para formato digital, já no caso da virtualização, estamos tornando algo físico em algo virtual.

Servidores: Com a virtualização podemos por exemplo eliminar 5 servidores físicos de um CPD e substituir os mesmos por somente 1 servidor físico, virtualizando os 5 servidores antigos neste único servidor físico. Com a virtualização de servidores temos economia de espaço, manutenção de hardware e também energia elétrica.

Desktops: A virtualização de desktops é bem parecida com a virtualização de servidores, porém, um servidor pode ter seu hardware completamente substituído e o acesso ao mesmo, afinal um servidor não precisa de acesso físico pelos usuários dos serviços rodando nele.

A virtualização de desktops permite que as estações de trabalho sejam armazenadas e processadas diretamente em um servidor, este é responsável por todo o processamento e armazenamento de arquivos dos usuários. O acesso ao desktop/estação de trabalho será feito via rede, onde o usuário deverá ter acesso a um thin client ou um micro com acesso a rede.

Uma das vantagens da virtualização de desktops é o hardware utilizado para acessar o desktop virtual pode ter pouquíssima capacidade de processamento sem trazer problemas ao usuário, pois este micro só será utilizado para acessar o desktop virtualizado pela rede, tendo assim um ótimo desmpenho.

Com isso a virtualização de desktops também traz redução de custos com energia elétrica, tendo em vista que um thin client utiliza 80% menos energia do que um desktop atual.

VM’s e seus recursos de comunicação e interfaces

O termo “VM” vem de Virtual Machine (Máquina virtual em inglês), ou seja, no exemplo dos servidores citado acima, seria feita a troca de 5 micros físicos por 5 VM’s.

As VM’s possuem diversos recursos de software e hardware, a emulação de um micro é tão perfeita que um micro virtual pode possuir todas as características de um micro físico, como portas seriais e paralelas, emulação de HDS IDE, SATA, SCSI e etc, placas de rede ethernet, fast ethernet, gigabit ethernet, vídeo com aceleração 3D e etc. Praticamente todos os recursos encontrados em um micro físico podem ser encontrados em uma VM, desde que o software utilizado para criar e gerenciar a VM disponibilize tais recursos.

Redundância

A redundância é basicamente um recurso que permite que um serviço ou equipamento continue funcionando em caso de falha, no caso de fontes de energia por exemplo, o uso de fontes redundantes fará com que um servidor que trabalhe com duas fontes continue funcionando corretamente caso uma delas pare de funcionar, evitando assim problemas causados por corte de fornecimento de energia no hardware e também fará com que os serviços continuem rodando normalmente.

No caso da virtualização, vamos supor que você esteja utilizando um servidor Blade com 3 lâminas, caso uma das lâminas apresente um problema e pare de funcionar, o software de virtualização pode subir utilizar outra lâmina do servidor em questão imediatamente, fazendo com que o servidor não pare. Assim que o problema na lâmina primária for sanado, o servidor voltará a rodar nesta lâmina.

Processamento e memória

Com as VM’s podemos fazer um melhor proveito do processador e da memória física instalada em um servidor, pois no caso de servidores, praticamente todos os softwares de virtualização conhecidos permitem configurar o clock de processamento, a quantidade de processadores e a quantidade de memória direcionados a uma VM, assim podemos definir a um servidor exatamente o que ele precisa, nem um pouco a mais, nem um poco a menos.

Diferente do que ocorre em um micro físico, onde caso o servidor seja utilizado exclusivamente para um determinado serviço, não importa se este serviço utilizará todo o processamento do micro, ele nunca poderá ser configurado para direcionar os recursos não utilizados a outro micro, sendo assim se o serviço instalado no micro utilizar 40% dos recursos de hardware, 60% destes recursos permanecerão ociosos.

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